titulo  
_Abadia dos Dourados

 

 

_Araguarí
_Araxá
Introdução_
Terminal Rodoviário Presidente Castelo Branco
  _Campina Verde
Objetivos Gerais_
_Campo Florido
Objetivos Específicos_ _Conceição das Alagoas
Metodologia_ _Conquista
Equipe Executora_ _Coromandel
Iniciação Científica_ _Estrela do Sul

 

_DOCOMOMO

International working party for documentation and conservation of buildings, sites and neighbourhoods of the modern movement

_

Imagem do edifício/situação

fonte: Leonardo Finotti
data da imagem: desconhecida

1. IDENTIDADE DO EDIFÍCIO/GRUPO DE EDIFÍCIOS / CONJUNTOS URBANOS / PAISAGEM / JARDIM

Nome do edifício: Terminal Rodoviário Presidente Castelo Branco
Variante ou nome anterior:
Endereço:
Praça da Bíblia, s/n – Bairro Martins
Cidade: Uberlândia
Estado: MG
Cep:38400-476
País: Brasil
National grid reference:
Classificação/tipologia:
TRC
Estado de proteção e data: Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Uberlândia

2. HISTÓRIA DO EDIFÍCIO

proposta original: Anteriormente, a estação rodoviária municipal se localizava na Praça Dr. Cícero Macedo, exatamente no local onde antes ficava a Igreja Matriz de Uberlândia, demolida no início da década de 1940. O crescimento da cidade e o conseqüente aumento do perímetro urbano fizeram com que fosse necessária a mudança da rodoviária para um sítio mais amplo e com maior facilidade de acesso. Assim em 21 de maio de 1976 foi inaugurado o atual terminal rodoviário, durante o governo do prefeito Renato de Freitas. O projeto foi elaborado pelos arquitetos Fernando Graça, Flávio Almada e Ivan Cupertino Rodrigues – Fernando Graça e Ivan Cupertino ainda realizaram outras obras modernas relevantes em Uberlândia, principalmente residências. A construtora Wady Simão, de Belo Horizonte. Em 2000 sua administração foi terceirizada com concessão à empresa TRICON – Triângulo Concessões Ltda.
datas: projeto/obra/inauguração: 1976 (i)
autor do projeto e colaboradores: Fernando Graça/Flávio Almada/Ivan Cupertino
outros associados ao projeto: Engº. Panayotes Tsatsakis
alterações significativas com datas: Com sua terceirização em 2000 diversas adaptações foram realizadas, buscando claramente tirar o máximo proveito econômico do espaço interno da rodoviária: aumento do número de boxes de vendas de passagens, ocupando parte da área antes destinada à espera; criação de novos pontos comerciais; banheiros foram reformados e adaptados para que seu uso fosse cobrado; os boxes de venda de passagem, antes de vidro, são agora de material opaco, diminuindo a integração visual do edifício; a adaptação do edifício às necessidades de acessibilidade foi realizada de modo descuidado, com execução precária e causando interferências na espacialidade do terminal; a programação visual original foi totalmente substituída, assim como os relógios.
uso atual: Terminal Rodoviário
estado de conservação: Bom (IEPHA-MG)

3. DESCRIÇÃO

descrição geral: Edifício caracterizado pela independência entre cobertura e os volumes organizados de modo autônomo sob esta. A estrutura é em concreto armado aparente, os fechamentos são em vidro ou alvenaria de blocos cerâmicos. A planta se configura de maneira regular, seguindo uma malha quadrada que determina a estrutura, a cobertura e a paginação do piso. A cobertura é o elemento de identidade visual do terminal, dando um caráter horizontal a este e o configurando como forte referência na paisagem urbana local, em função de sua localização e do desenho incomum de sua cobertura. Nas extremidades, alguns volumes extrapolam o limite da projeção da cobertura e criam terraços, reforçando a horizontalidade do edifício. Devido à topografia, o terminal é implantado em três níveis: o inferior abriga a área de embarque/desembarque, sanitários, lanchonete, guarda-volumes e duas lojas; o intermediário abriga a área de venda de passagens, área de espera para embarque, sanitário e algumas lojas; o nível mais alto compreende uma galeria de lojas, restaurante e administração da rodoviária. A construção é implantada alinhada ao passeio público, sobre a testada do lote, com acesso voltado para a Praça da Bíblia.
construção: Em concreto armado, fundido in loco, o Terminal Rodoviário Presidente Castelo Branco é importante representante da produção moderna na cidade. A solução estrutural adotada – malha regular e estrutura da cobertura independente dos volumes que abrigam as atividades do edifício – dá grande flexibilidade à organização interna do terminal assim como possibilita futuras expansões, uma vez que a cobertura é formada por um único módulo. Este é formado por uma abóboda invertida e três pilares. A associação de diversos módulos dá o caráter formal do edifício e também resolve os principais problemas de uma rodoviária: além de cobrir a própria rodoviária, avança frontal e posteriormente, criando sombra para a chegada de veículos e pessoas e também para os ônibus estacionados nas plataformas de embarque e desembarque; permite grande circulação cruzada de ar, atenuando as altas temperaturas da região; dá liberdade ao arranjo dos usos do edifício; estabelece permeabilidade visual entre o espaço interno e o externo; permite o crescimento do edifício. Além disso, no encontro entre cada módulo, pequenos vãos vedados com material translúcido funcionam como sheds de iluminação zenital; tubulações embutidas nos pilares recebem a água das chuvas.
contexto: O edifício é localizado em um amplo terreno, delimitado à frente pela Praça da Bíblia, aos fundos pela BR-635/452, facilitando a entrada e saída dos ônibus. Pelas laterais o terminal é cercado por vegetação e estacionamentos para os usuários. O passeio público na parte frontal do edifício é bastante generoso, variando de dois a cinco metros de largura, pavimentado em pedra portuguesa e coberto pela própria cobertura do terminal, funcionando como uma grande marquise; a Praça da Bíblia completa o conjunto, sendo seu piso pavimentado em pedra portuguesa preta e branca, dialogando com a paginação do piso do passeio. Ainda, a praça funciona como um grande espaço que permite a visualização de todo o volume da rodoviária, valorizando-a e reforçando seu caráter de marco visual urbano.

4. AVALIAÇÃO

Técnica: Sua solução da cobertura modulada, com geometria que também responde ao escoamento das águas pluviais é bastante peculiar na região. A autonomia da cobertura e sua modularidade permitem expandir o terminal para atender aumentos na demanda do serviço.
Social: O edifício foi construído para atender às demandas conseqüentes do forte crescimento urbano que Uberlândia experimentou a partir da década de 60. Implantado em posição mais adequada, às margens das principais rodovias de acesso à cidade, substituiu a antiga rodoviária – de arquitetura eclética – que se localizava no bairro histórico Fundinho, posição que se tornara inadequada com o crescimento da cidade. Assim, o novo edifício representava, não apenas uma adequação estrutural às novas dimensões e dinâmicas da cidade, mas a busca de uma imagem de modernidade e progresso para Uberlândia através da linguagem moderna.
Cultural e estética: Embora já em fins da década de 1970, este projeto é um dos principais exemplares de arquitetura moderna realizada no interior de Minas Gerais. Sua clareza estrutural, o emprego do concreto armado como elemento estético e a escultórica solução da grande cobertura autônoma tornam este edifício referência visual na paisagem urbana de Uberlândia. Ainda, sua tipologia pavilhonar representa uma solução inovadora para a região.
Histórica: Sua construção, além da inquestionável solução para o trânsito, faz parte de uma série de construções e melhoramentos urbanos que a cidade realizou em seu período de grande crescimento urbano.
General assessment: Sua importância histórica e funcional para a cidade, incorporando o ímpeto progressista do período, assim como suas inovações arquitetônicas para a região – solução aberta e em forma de pavilhão, valorização estética do concreto armado, sistema de escoamento pluvial etc – conferem caráter de edifício protagonista em relação ao desenvolvimento econômico, arquitetônico e técnico-construtivo de Uberlândia.

5. DOCUMENTAÇÃO

referências principais: Inventário de Proteção do Acervo Cultural deUberlândia.
material visual anexado: Fotografias do edifício e dos desenhos técnicos.
pesquisador/data: Ariel Luis Lazzarin, Henrique Vitorino e Natália Achcar.

6. EXAME DO RELATÓRIO

nome do revisor:
data do preenchimento:
aprovação:   
comentários:

7. ANEXOS

Figura 1: Planta

Figura 2: Planta

Figura 3: Cortes.

Figura 4: Planta de Cobertura e Fachadas.

_Frutal
_Ituiutaba
_Monte Alegre de Minas
_Monte Carmelo
_Patos de Minas
_Patrocínio
_Prata
_Rio Paranaíba
_Sacramento
_Tupaciguara
_Uberaba
_Uberlândia